As melhores surpresas de 2009 (Para ajoelhar e beber…)

Bem amigos, esta semana parei para pensar sobre tudo o que bebi neste ano de 2009.
Foram muitos vinhos, bem mais que 2008. De vinhos baratos a caros, de bons a razoáveis.
Resolvi fazer uma pergunta : O que realmente impressionou?
Sim, qual foi aquele vinho que eu não esperava tanto, ou que acreditava não estar tão pronto para beber. Entre, tintos, brancos e espumantes, sem distinção resolvi fazer uma seleção do que realmente me surpreendeu este ano que passou. Nesta missão chamei o pana Stredel para também compartilhar esta lista comigo. Então neste primeiro post de 2010, resolvemos falar um pouco sobre eles.

Les Hervelets – Jerome Galeyrand – Fixin 1er Cru 2005
Um ótimo representante da Borgonha, este francês é um dos melhores vinhos que já provei na vida, e em 2009 foi o melhor. Com uma color cereja e bem brilhante, este vinho também trás todos os encantos na borgonha, dos seus terrois quando se degusta. Um vinho inesquecível.

Luca Nico 2005
Um Malbec representante das terras Portenhas. Coloquei em decanter pensando que estaria muito novo e ao provar uma taça, nem tempo deu para decantar.

Muga Reserva 2004
Este espanhol é uma grata surpresa além de apresentar um ótimo custo benefício. Vinho custa cerca de 90,00 e garanto que ao beber te devolve muito mais do que pagou.

Casa Valduga 130 Anos
Neste ano abri um 130 da colheita de 2005. A primeira série deste vinho que saiu para o mercado em comemoração aos 130 anos desta vinícola brasileira e depois tornou-se vinho de produção anual. Este 2005 em específico tinha uma coloração bem distinta, um amarelo bem forte, quase chegando no laranja. A perlage ainda fiel e o gosto, simplesmente incrível.

Cartagena Pinot noir 2007 – Casa Marin
Este Chileno me levou aos encantos do pinot noir plantado na região próxima ao pacífico. No gosto traz um pouco de mineral, bem equilibrado e que não perde para os borgonhas com menos de 100,00. Já o Cartagena, custa um pouco mais, só que te oferece algo diferente, mágico e que me faz pensar… Será que Chile é a terra dos Cabernet´s ?

Muga Gran Reserva 1998
Sim, mais um espanhol na lista. Este é para beber de joelhos. O vinho mais aromático e intenso que já bebi. Só bebendo para saber.

La Rioja Alta Gran Reserva 904
Se estavam achando que era muito, mas um espanhol para reforçar a minha preferencia por vinhos da Rioja. Mais um vinho que é para beber de joelhos. Aroma intenso e na boca o mais puro espanhol.

Quorum 2005 – Lidio Carraro
Mais um representante brasileiro, agora um tinto. Um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat e Cabernet Franc, e que não passa por barricas de carvalho. Um motivo de orgulho para o produtor. Um vinho bem interessante.

Leyda 2006
Uma grande surpresa, um vinho que tem tudo a ver com velho mundo, mas é Chileno. É uma mostra da evolução dos produtores chilenos no cultivo da pinot noir. Vale a pena cada gole.

Don Maximiniano 2005 – Vinã Errazuriz
Um vinho novo, mas incrivelmente está redondo. Este chileno nasceu numa ótima safra e não deixa por menos. Ainda tem guarda para mais uns 5 anos no mínimo, mas hoje pode ser apreciado sem restrições.

Pomar Reserva 2006
Sim, talvez esta seja a maior surpresa de todas. Este vinho Made in Venezuela, das Bodegas Pomar é um corte 60% Petit Verdot, 23% Syrah e o restante Tempranillo. Bem diferente e que causou muitas surpresas ao entrar numa degustação as cegas com vinhos da borgonha, Rioja, Barbera e países como Brasil, Argentina, Chile, Africa do Sul e Portugal. Com média superior a 86 pontos, foi escolhido como o melhor vinho da noite por um dos participantes. Equilibrado, elegante e complexo. Infelizmente não esta à venda no Brasil, mas que for a Venezuela, é uma compra bem interessante.

E não podia deixar de falar sobre elas… As champagnes!

Louis Roederer, Blanc de Blancs 2003
100% Chardonnay, esta champagne surpreende ainda mais aqueles que nunca provaram uma blanc de blancs. Perlage fina e intensa. No nariz, amêndoa, fruta seca, cítrica, maracujá e pêra. Na boca, pêra, manteiga e cítrica. Infelizmente ainda não encontrei no Brasil. Na França custa cerca de 54,00 Euros.

Legras & Haas Grand Cru, Blanc de Blancs, Milésime 2002
Outra champagne que surpreendeu foi a Legras & Hass. Mais uma 100% Chardonnay. É elegante, acidez excelente e no final um doce “mel” na boca.

Bom, foram ai algumas das preciosidades que pude degustar e realmente me surpreender.

tin-tin

Edição: Evandro Silva/Francisco Stredel

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