Estive neste último sábado, pela primeira vez, na Avaliação Nacional de Vinhos.
O evento, na 21ª edição, teve a participação de 63 empresas, com 309 amostras que foram avaliadas, em oito sessões, por grupos de enólogos. Em cada sessão foram provadas 23 amostras.
Sábado foi o grande dia, a festa e a premiação dos vinhos que melhor representam a safra 2013. Claro, isso do ponto de vista da organização.
A proposta é eleger 30% dos vinhos que representem “nossa expressão” para a safra atual. Deste percentual, foram escolhidos 16 vinhos, os quais provamos e foram comentados por uma bancada convidada.
Sinceramente, fiquei perplexo com alguns comentários da mesa, claro que o ambiente não é para criticar, mas não era necessário exaltar. Dentre as 16 amostras havia sim vinho bom, boa promessa, mas nada de muito extraordinário.
Aliás, por falar em comentário, teve gente que incorporou um pouco de Chavez com Fidel e ainda usou tradutor. Faça-me o favor!
Bom, sobre os 30% dos vinhos que foram escolhidos como representativos para a safra 2013, eu tenho minhas considerações:
– Estes 30% não representam o que de melhor temos no nosso terroir tupiniquim;
– Vejo vinhos elaborados como commodites, ou seja, feitos para ganhar concurso e sem nenhuma expressão nova;
– Queria ter visto um vinho que tivesse uma cara diferente, que trouxesse características jamais exploradas por outros. Algo novo, que buscasse no fundo do nosso solo o que de mehor temos;
– Encontrei vinhos comuns e sem tipicidade;
– Fazer vinhos usando a receita Rothschild é garantia de ganhar prêmios, mas reinventar a roda é difícil de ver.
Por fim, tenho que mencionar aqui a feliz homenagem ao chileno Mario Geisse como o enólogo do ano e ao Irineu Guarnier Filho pelo seu trabalho de catequização do vinho que faz na TV.
Um parabéns especial aos estudantes de enologia que fizeram um excelente serviço.
Beba vinho nacional e seja feliz!
Edição: Evandro Silva