Vinho x Comida, o que deve custar mais caro?

Acredito que ainda há uma grande “linha de pensamento” de que o preço do vinho deve ser sempre menor que o da comida. Isso se deve muito a comparação entre o preço de outras bebidas e o custo da refeição. Por exemplo em nosso país a maioria esmagadora prefere um refrigerante ou uma cerveja na hora de comer, não é? Claro se comparado os custos de produção em massa de um refrigerante ou uma cerveja, o vinho não consegue alcançar. Até porque para se fazer um vinho é um processo muito mais trabalhoso e de maiores custos. Claro que existem vinhos de larga escala e de pequena. Mas não há segredos, um bom vinho sempre irá custar um pouco mais e isso envolve custos desde o plantio, colheita, garrafa, rolha e por ai vai.
O ponto que quero chegar aqui é buscar uma reflexão.
Será que o vinho deve ser mesmo mais barato que a comida?
Conheço por exemplo dono de pizzaria que prefere colocar na carta vinhos mais baratos que a pizza, isso porque segundo ele o cliente não gostaria de pagar por uma garrafa de vinho, mas caro que sua refeição. Isso é mais comum do que se imagina! Já na Europa a coisa funciona um pouco diferente, muitas vezes encontramos vinhos bons e com preços abaixo de um prato por exemplo.
Agora vamos a outra questão, o vinho deve ser mesmo um coadjuvante ou o ator principal?
Para os que ainda não caíram nas tentações do mundo do vinho, que seja apenas um coadjuvante.
Já para os amantes do vinho, ele sempre será o ator principal. Claro que não se pode desmerecer a comida, afinal o vinho irá contracenar harmoniosamente com ela.
E quando se consegue esta harmonia, garanto que será digna de um Oscar!

tin-tin

Edição: Evandro Silva / Francisco Stredel

2 comentários sobre “Vinho x Comida, o que deve custar mais caro?

  1. É mon ami, esse é mesmo o grande dilema de quem elabora uma carta e não adianta querer ser mais realista que o rei! O que se sente no mercado é que, a nível geral, o cliente entende como padrão pagar por uma garrafa de vinho aquilo que ele gasta em comida com três varáveis; o tomador de vinho – vinho é coadjuvante, o apreciador de vinho – equilibrio e discernimento e o louco por vinho – vinho é protagonista. Eu sou o do meio achando que comida e vinho devem se complementar inclusive no preço. Grandes vinhos tomo em casa ou com os amigos até porque a maioria dos restaurantes ainda não aprendeu a respeitar o cliente assaltando-o com preços de vinhos aviltantes!
    É isso, abraço e parabéns pelo blog que está cada vez melhor, haja tempo e dedicação!
    Salute

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