Passei boa parte da minha infância escutando e às vezes dançando um samba. Dizer que gosto? Não!
Há cinco anos tive meu primeiro contato de perto com o carnaval, fui ver um desfile. Assisti de um camarote, a visão não era tão boa quanto a TV, mas o som era muito melhor.
Depois de dois anos, eu estava lá no sambódromo de São Paulo para mais uma experiência. Assisti ao desfile da arquibancada, a sensação foi a mesma que a anterior, mas sem as mordomias do camarote e um pouco mais de visão do alto dos carros alegóricos.
No ano seguinte (2016), mesmo sem muita vontade, é verdade, decidi desfilar.
Não fui aos ensaios, mas deveria. Estas pessoas passam o ano todo trabalhando para colocar a escola na avenida. O carnaval é levado muito a sério. É preciso respeitar a dedicação destas pessoas!
Escolhi uma escola que tenho um pouco de afinidade e paguei a fantasia. Logo depois, fui incluído num grupo de WhatsApp da ala e fiquei esperando o dia. O tema da escola era a França e minha fantasia representava a bebida mais famosa do país, o Champagne.
Chegou o grande dia, a escola estava pronta para entrar na avenida. Cada componente no seu lugar, a bateria afinada e tocando cada vez com mais empolgação. 1,2,3 e entramos na avenida…
Não conseguia entender o que estava acontecendo, apenas achava estranho aquele monte de pessoas olhando.
Passei 29 minutos sem saber para onde olhar e tentando cantar o refrão… “Je suis Vai-Vai”
Respeite e brinque feliz!
Fotos/Publicado por: Evandro Silva