Portugal – Diário de Bordo 4º dia, Esta chegando a hora de partir (por Evandro Silva)

Neste quarto dia em Portugal depois de passar à noite provando vinhos italianos, começamos o nosso café da manhã com um Brunello di Montalcino Il Poggione 2003 do dia anterior. Para acompanhar jamón e pão. Estava uma delícia, o vinho ficou muito melhor no dia seguinte. Após este belo café da manhã, fomos trabalhar de engenheiros. Sim! Engenharia de mala, ou seja, começamos um trabalho minucioso para saber o que iria ou não nesta viagem para o Brasil. Descobrir cada ponto da mala que pudesse caber um vinho, e claro fazer todo o trabalho de proteger a garrafa. Qualquer descuido poderia ser fatal! Sabe, este trabalho demorou algumas horas, pois nesta viagem acumulamos uma boa quantidade em vinhos. Alguns compramos e muitos ganhamos de presente dos produtores. Generosidades à parte, teve produtor que deu de caixa. Como infelizmente 2 malas de 35kg cada, mas roupa e claro uma máquina de café expresso para cada um, não nos sobrava muito espaço. O jeito era usar a palavra do momento, otimizar!

Já no meio da tarde conseguimos finalizar boa parte, ao menos definir o que iria ou não. Este como era o nosso último dia em Portugal, portanto fomos até Lisboa para efetuar umas últimas compras (se é que cabia algo a mais na mala) e fazer uma visita relâmpago a minha tia. Sim, tenho uma tia que mora lá há 10 anos. Ela para mim é aquele tipo de pessoa que posso passar anos sem ver, mas o sentimento continua o mesmo. É aquele amor incondicional, como um amor de mãe, mas de tia. Foi algo muito emocionante para mim nesta viagem, esconder o sentimento foi mais difícil, mas por outro lado fiquei muito feliz. Por mais que o tempo tenha sido curto, foi importante. Pode deixar, volto à Portugal como mais tempo.

Saindo da casa da tia, fomos direto as compras. E onde mais iriamos? No nosso paraíso dos eletroeletrônicos o Media Markt. Desta vez me segurei e consegui sair de lá com uma mochila. Já o pana Emilio não teve a mesma sorte (rs) e saiu com mais sacolas para carregar.

Ainda na correria como o tempo era curto fomos até Belém à provar os pastéis. É como diz o Sr. Alberto pai da Fátima (Portal dos Vinhos), é melhor nem começar a comer, porque se começa não para mais. Para quem só havia comido aqueles pastéis de “Belém” entre aspas mesmo, de uma rede de fast-food aqui do Brasil, aquilo era algo divino Bem diferente do que poderia imaginar. É cremoso, macio, um leve crocante, é algo até difícil de descrever. Era um sonho e este posso dizer que foi totalmente realizado. Aquele local não deveria se chamar de fábrica de pastéis de Belém, e sim Fábrica dos sonhos de Belém.


Pastéis de Belém, a Fábrica dos sonhos de Belém …

Já à noite começamos mais uma jornada de degustações. Desta vez o anfitrião foi o casal Marcelo e Sandra. Entre uma partida de pôquer e outra degustávamos e avaliávamos os vinhos.

Provamos os Italianos:

Socré Barbaresco 2007
Socré Roncaglie 2007
Feudi Della Medusa Albithia Bianco 2006
Dante Rivetti Alabarda Barbera D´Alba 2003
Dante Rivetti Barbaresco Micca 2005
Dante Rivetti Barbaresco Bricco Riserva 2004
Dante Rivetti Barbaresco Bricco Riserva 2001


Menção honrosa a linha Dante Rivetti, todos muito bons.

Bem após um dia bastante agitado fomos descansar, pois esta chegando a hora de partir…
No próximo post (o último) contarei mais desta viagem, alguns números e curiosidades.

Até o próximo post…

tin-tin

Edição: Evandro Silva / Francisco Stredel

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