“Vertical” Puig-Parahÿ 1930 e 1963.

Já faz um tempo que desejava falar sobre o vinho mais velho que já provei até hoje, aliás os dois mais velhos. Recentemente o nosso amigo Beto Duarte do blog Papo de Vinho nos presenteou em uma de suas degustações para o Guia Brasil as cegas, com duas verdadeiras obras de arte trazidas de sua viagem ao Languedoc-Roussillon.
Como diz o produtor, são verdadeiros tesouros que seguem uma tradição de manter um barril de castanheira de vinho doce do ano de nascimento de cada criança, de um casamento ou de uma grande colheita.
Começamos provando o Cuvée Georges Puig 1963, que traz notas de café com leite, caramelo, chocolate e mate. Tem doce e acidez na medida certa. Um vinho ainda jovem e que certamente tem mais um tempo de guarda.
O segundo tesouro da noite foi o Cuvée Salamo-Noell 1930, que traz notas de caramelo, hortelã, ameixa e um chocolate menos presente que o 1963. Na boca é um verdadeiro espetáculo, possui um frescor e uma acidez incrível. Um vinho muito vivo e que impressiona, é daqueles que marcam.
Posso dizer que foi uma grande experiência poder provar estes dois verdadeiros tesouros. Resumiria tudo isso nesta frase abaixo:

Enólogos estudam para criar bons e ótimos vinhos, perfeitos na acidez, tanino e etc. Outros realmente tem o verdadeiro dom, criam não somente um vinho mas sim uma obra de arte.

Eu fico com a arte, e você?

tin-tin

Edição: Evandro Silva

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