Portugal – Diário de Bordo 1º dia, Mouchão vinho e tradição (por Evandro Silva)

Depois de um certo tempo de viagem e prudência na estrada mais do que nunca (ver post anterior) chegamos em terra portuguesa com certeza!


Chegada à Portugal

Nossa primeira parada Mouchão. Lá fomos recebidos pelo John Fordyce, um escocês muito simpático e com muita história para contar. Nesta visita a Mouchão pudemos ver o mais tradicional no processo de elaboração do vinho. Vimos o processo de prensa a manual como era feito “desde os primórdios” e a clássica pisa à pé.

 


Prensa Manual

 

Pisa à pé

 
Na verdade foi um presente dos deuses do vinho Dinisio e Baco. Conhecemos também os famosos tonéis 3-4 do Mouchão, John nos explicou um pouco do precesso para chegar a este vinho e também uma curiosidade, até hoje não se sabe ao certo o que é necessário para conseguir fazer o tonél 3-4. Na verdade a cada safra eles elaboram o vinho e antes de se definir é passado a um comitê que diz se o vinho daquela safra esta apto. Isso tamém serve para o Mouchão que não é do tonél 3-4. Nos contou que por exemplo a safra 2004 estava tudo pronto para ser um Mouchão e como dizemos no mundo do futebol, aos 47 do segundo tempo mudaram para outro vinho. O que na realidade é bom, o outro vinho terá mais qualidade que alguns antecessores. Então na safra 2004 não tivemos tonél 3-4 e nem o Mouchão.

 


Emilio e os tonéis 3-4
 

Conhecemos o resto das instalações e vimos uma novidade que chegará ao Brasil, o Mouchão Colheitas Antigas, uma idéia muito interessante onde a Mouchão lançará colheitas antigas para aqueles que apreciam um vinho velho. Segundo John, isso é uma demanda cada vez mais forte no mercado. Depois fomos provar o Don Raphael 2001 branco, estava uma delícia. Entre provar vinho e conversar muito partimos para o segundo um Mouchão 2005, muito bom e ao mesmo tempo novo. Aliás John é uma pessoa que tem muita história e nos contou sobre suas aventuras pelo Brasil.

 

Colheitas antigas, uma novidade da Mouchão

 
Quando já estavámos mais do que apaixonados por aquele lugar e claro pelos vinhos foi quando tivemos uma grata surpresa. John nos levou à um barrica pequena e retirou um néctar dos Deuses, um fortificado estilo porto com partes de idade por volta de 70 anos. Só posso dizer uma coisa, inexplicável! Não há como descrever o que aquele liquido procava na nossa boca e mente. Para beber de joelhoes e agradecer aos Deuses…

 

Evandro (provando o liquido dos Deuses) e John

 
Por fim e sem querer partir, saímos da Mouchão com aquele sentimento de termos visto parte de uma obra de arte antes da sua conclusão…

 
Seguimos nosso caminho rumo a outra vinícola Herdade do Sobroso, mas antes passamos por Évora a conhecer um pouco desta linda cidade. Pena que ficamos pouco tempo, voltaria lá com certeza.

Mas tarde chegamos à Herdade do Sobroso, onde fomos recebidos com um jantar por Felipe um dos proprietários da vinícola. Provamos o Sobro branco e o tinto acompanhado de um tradicional prato alentejano arroz com pato.
Bem por hoje é só!

 
Até até o próximo post…

 
tin-tin

 
Edição: Evandro Silva / Francisco Stredel

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